3 de dez de 2011

Hora de sair de cena

Vou novamente! Sexto Rondon. Quanta história, quantas pessoas, quantos momentos, quantos sorrisos, quanto trabalho, quantas ausências, quantas lágrimas (sejam de alegria, sejam de tristeza), quanto aprendizado, quantos quantos...

Dessa vez levo um monte de coisa que decidi deixar por lá. Me livrar de certas neuras e aproveitar o máximo os momentos, o trabalho e as pessoas. Me sinto atento e forte, pois não temos que temer...

Não vou me delongar. Só deixo aqui o agradecimento pelos desejos de boa viagem, boa sorte e bom trabalho. E certeza que na volta vou compensar meus caros amigos com os quais não consegui tecer conversas longas e ternas, regadas ao bom suco de cevada, nesse período de preparação.

Agradeço a vocês tudo que eu sou, juntamente com minha família (da qual alguns de vocês fazem parte), tudo que eu serei.

Ao rondonistas antigos e de agora o meu muito obrigado também. Agradeço todos os momentos, todos mesmo, sem exceção. Vocês me ensinaram coisas que nunca imaginei que aprenderia e me ensinaram a me tornar mais forte e confiante.

É isso ai. Até a volta. 16 de dezembro tô ai... E lotem minha caixa de mensagens da TIM, para quando voltar, ao primeiro sinal de rede, meu celular ficar apitando loucamente. Ok?

Ainda não faço sentido, eu sei! Se tudo correr bem nunca farei...

28 de nov de 2011

Dia nublados

Sempre gostei muito do sol, não nego. Mas ultimamente os dias cinzas tem me feito bem. E não são dias que fico com vontade de ficar debaixo da coberta ou coisa parecida, são dias que me dão disposição. Tão estranho isso... Uma vontade louca de ter um milhão de coisa para fazer... E geralmente tenho.

Esse mês de novembro me fez muito bem. Não lembro de notícias ruins. Foram somente boas desde início até o fim. Espero que dezembro também seja assim. Mas sei que ele começa bem... Afinal, tem Projeto Rondon logo no comecinho.

Estou ansioso para chegada de 2012. Claro que por conta do fim do mundo (já deu né, galera? Bora começar a humanidade de novo. Dessa vez talvez acertem a mão) e também por ser um ano que vou voltar a fazer coisas que gosto e tive que deixar de lado por conta da pós.

No mais é isso ai. Tentando manter a frequência na escrita. E dessa vez me sinto bem pq é uma das primeiras vezes que escrevo pq estou feliz e não pq estou triste. Sou realmente uma montanha russa de sentimentos e vou aproveitar bem enquanto estou no topo. Aproveitar a brisa e a vista...

Pq eu sei que: "nothing lasts forever / even cold november rain".

27 de nov de 2011

Revelando segredos

Ontem revelei um dos meus segredos mais estranhos. Pouco tempo atrás descobri que esse comportamento era inconsciente, mas esse ano tive certeza que é um processo natural na minha vida. Na verdade na vida de todos, mas de formas diferentes. É um segredo que era, durante boa parte da minha vida, segredo para mim também.

Ao final de cada ciclo uso uma forma muito estranha de selecionar meus amigos e pessoas que vão me acrescentar ou até mesmo me suportar. Isso é meio triste, mas vocês fazem também. Talvez ainda não saibam como, mas fazem. É uma grande seleção natural na nossa vida.

Eu descobri minha forma. Geralmente sou super agradável e "fofo" com todos que me cercam nos primeiros momentos. Um amigo meu diz que sou um dos sujeitos mais pops que ele conhece. No final desses ciclos eu acabo me transformando em um cara frio e meio distante. Pq disso? Sei lá!

Daí as pessoas que se aproximam de mim e devolvem tudo aquilo, ou parte, que sempre fui são geralmente as pessoas que vão ficar na minha vida, que não vão entrar no limbo. Na verdade as pessoas tem que perceber todas minhas facetas. As pessoas que realmente se preocupam antes de criticar são boas para estarem em meus círculos. Tem umas que não suportaram alguns dos meus defeitos e isso é extremamente natural... Elas não são obrigadas. Doloroso às vezes, mas completamente natural.

Esse processo tem me garantido amigos preciosos, sinceros e que falam o que eu preciso ouvir (mesmo quando não quero ouvi). Não preciso de alguém que me adule, preciso de quem me joga as coisas na cara, que me colocam no meu lugar. Que fazem minhas expectativas ficarem dentro da zona de conforto.

O processo é interessante, mas as vezes machuca. Por conta mesmo das expectativas que você cria em pessoas que você achou que conquistou. Mas quando elas não te oferecem nem um pouco de retorno você se machuca. E não digam que não esperamos retorno das nossa ações, isso é hipócrita para caralho. Mas acredito que isso é bom, pq se machucar depois de um tempo é pior.

Sou estranho, eu sei! Continuo não fazendo sentido, mas pelo menos admito isso. E você, faz sentido?

25 de nov de 2011

Empurrão

É necessário, às vezes, que alguém te empurre do precipício. Para perceber que a queda não é tão grande e, principalmente, que não é tão difícil se recompor. A queda é necessária para criar cicatrizes e deixar a pele mais forte, seja ela do seu coração ou da sua alma (se você acreditar nisso).

Caí muitas vezes. Mas nunca caí quando estava tão maduro e pronto. A queda foi demorada, o fundo estava longe. Ao contrário de achar que haveria areia movediça, vi que era macio. Mas de carinho, esperança e amigos (que fazem qualquer queda ser menos dolorosa).

Ai você consegue enxergar o todo (tipo a epifania do Hommer no filme d'Os Simpsons). E todo seu universo se converge. Tudo que você achava que era seu mundo se torna insignificante e você volta para as coisas que são significantes. E a mais significante somos nós mesmo. Nos temos que ser o centro do nosso universo e não deixar que ninguém tome esse espaço.

Mas é isso ai. Digo que seguirei minha vida caindo, pq é natural. E às vezes vou achar que não vou dar conta de novo, o que também é natural. Mas acredito que me tirar do centro do meu universo é impossível... Sei que é difícil mais vou tentar.

Sigo não fazendo sentido, mas acreditem: nem ligo para isso...

22 de nov de 2011

Tarde demais (Ou cedo demais?)

Era impossível dormir. Já havia tentado de tudo: chás, banho, leite morno e outras coisas. Mas o problema não era só a falta de sono ou o calor. Era colocar a cabeça no travesseiro e os pensamentos viriam. E ele não queria colocar. Tinha medo dos pensamentos que viriam. Já tinha medo de pensar. Não se sentia seguro consigo. Não sentia alento naquela cama, naquele quarto, naquela casa, naquela vida, naquela cabeça...

Ele pensou em como se comportava no passado. Em como se orgulhava em ser um homem de ferro. Em como fazia teorias loucas para a inexistência do amor. Era um idiota. Não que deixasse de ser agora. Mas ele percebeu que eram dois idiotas diferentes. Percebeu que tudo na vida precisa realmente de contrapontos. Precisa ser balanceado. Logo ele, do signo de Libra, não tinha percebido isso.

Nesse momento não conseguia explicar sobre os dois idiotas. Não conseguia definir se um era melhor que o outro. Ou até mesmo se existia um melhor. E isso o preocupava. A razão lhe fez falta todo esse tempo. E agora ele tinha medo dela retornar e não saber balancear as coisas. Ele não queria voltar a ser duro, pois percebeu que com isso só perdeu o seu tempo. A velha luta razão x emoção. Uma batalha dura. E não importa quem vai ganhar: sairemos derrotados de todo jeito.

Mas uma coisa ele percebeu e enxergou todo o erro. Era mais claro que imaginava. Mas seus olhos passionais cobriam tudo. E o pior: o erro não dependia dele para ser sanado.... Qual era o erro? Muito cedo para falar. Ou muito tarde para afirmar.

Tinha que ocupar espaços vagos na sua cabeça... Apenas nela...

21 de nov de 2011

Quanto tempo!!!

Olha eu ai de novo (e no orkut de novo também). Tanto tempo que não aparecia por aqui. Meu cabeçalho anda igual a minha vida: desconfigurado. Pensei em colocar alguma coisa meia-boca, mas basta de coisas meia-bocas em minha vida.

Mas enfim, não vim falar sobre isso. A última vez que estive por aqui foi para falar do poder transformador do Projeto Rondon. E realmente como ele me transformou dessa vez. E lá vou eu de novo. Novas pessoas, novas propostas, novos trabalhos... Mais amigos que vão desaparecer com tempo. Mas isso é normal, descobri que as pessoas duram um certo tempo na sua vida e a única coisa que podemos fazer é aproveitar cada minuto. Não falo isso com rancor ou tristeza, mas entendendo como funcionam as coisas e as pessoas...

Não estou feliz, nem estou triste... Estou compreensivo... Estou meio alheio as coisas, pessoas, momentos... Tenho tentando ser menos passional e mais racional, pois sinto falta daquele Dalton que se perdeu no tempo. Mas ao mesmo tempo sinto medo dele, da sua frieza, de quanto ele deixou o mundo passar sem sentir muito, sem ousar, sem aprofundar...

Tomara que ele volte e meio que se funda com esse novo Dalton. Ai acho que poderei viver uma vida tranquila...

Não quero uma vida fútil. Não quero ser um desses que apenas segue a onda, sem muita personalidade. Fazer as coisas só pq os outros estão fazendo. Esses que quando olham para trás e percebem o quanto perderam no caminho.

Encarei meus medos e senti menos tristeza que achei que ia sentir na situação que imaginei que seria a pior da minha vida. E descobri que já teve coisas bem piores. E foi até bom... Pra mim, pelo menos... rsrsrs

Agora é me preparar para novas aventuras... Para novos desafios... Novas novidades...

Eu tô aqui de novo, vamos ver até quando... Ainda continuo não fazendo sentido e, sinceramente, não me importo com isso.

Valeu!!!!!

P.s.: Pra vc que veio correndo para ver como estou me sentido fica a dica: "Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas".
Outra coisa: não entendi muito, mas tudo bem... rsrsrs


9 de abr de 2011

Esperança

Acredito eu que já escrevi um post com esse mesmo título. Nada como falar de novo, e de forma diferente, coisas antigas. depois que publicar este irei em busca do outro para ver o que o Dalton passado falava disso.

Decidi deixar as coisas acontecerem, porém certas coisinhas me irritam profundamente. esperar as vezes um : "oi, tudo bem?" é esperar demais? Coisas que você fazia numa boa, mas que decidiu esperar... e esperar...

Enfim... Ninguém vai entender... Nem eu estou entendendo....

Cansei de escrever... Depois volto aqui e nem tô com muita vontade de procurar o que escrevi antes mais...

15 de mar de 2011

O que fazer quando seu defeito é sua melhor qualidade?

Trabalhando e pensando. Na verdade penso até quando eu não estou pensando. Não durmo por pensar demais e por ai vai. Meu caminho é um só: a loucura.

Mas enfim, estava eu com meus pensamentos e cheguei a conclusão que espero e acredito demais nas pessoas. Sim, isso mesmo. Tudo isso é de uma dualidade enorme. Esperar e acreditar envolve confiança, atitude em falta nas pessoas. Isso é necessário para fazer com que os relacionamentos sociais se desenvolvam e amadureçam. Porém, acredito que poucas pessoas querem de fato amadurecer.

Esperar envolve outra coisa, perigosa, que é a expectativa. Expectativa gera decepção. E decepção gera tristeza, desânimo. Sempre falei que ninguém é obriga a suprir suas expectativas e nem você as expectativas dos outros. A projeção é livre. Mas mesmo sabendo disso a decepção se faz presente.

A pior das decepções pode ser evitada. Siga sempre seus discursos. Sei que nós somos metamorfoses ambulantes, que mudamos de pensamentos de forma rápida, mas não venda um produto que não existe. Não demonstre coisas que você não é. Acho que se a honestidade estiver acima de tudo todos poderão retomar a confiança uns nos outros. E tudo vai ficar feliz para sempre.

E mesmo depois de me surpreender e me decepcionar não deixarei de confiar e acreditar nas pessoas. Esse é meu papel. E para se viver um vida plena é preciso mergulhar de cabeça, na própria vida e nas pessoas que fazem parte dela. Afinal "eu me acerto, eu tropeço e não passo do chão". Enquanto não passar do chão, aqui estarei. Do mesmo jeito!

P.s.: Usei Zélia Duncan, Pitty, Raul e acho que mais ninguém...

14 de mar de 2011

Poço de desejos

Bem que eu gostaria que fosse aquele onde se joga a moedinha e pede alguma coisa, com a possibilidade ou não da sua realização. Mas não, esse podia ser meu apelido.

Desejar é muito fácil. Nos apegamos facilmente ao que desperta nosso desejo (roubado descaradamente do Renato Russo). Mas o que fazer quando temos que desdesejar? Palavra inexistente, acho eu, mas de fácil compreensão. Coisas, pessoas, momentos, entre outros, despertam meu desejo facilmente, mas não sei o que fazer quando esse desejo precisa ser deixado de lado ou quando ele não é correspondido.

Tento! Dia após dia não ser essa pessoa densa (para não falar louca) e me adequar a alguns pensamentos que me deixariam mais tranquilo.

Quero ter paciência, quero ter tranquilidade, quero esperar o tempo das coisas. Mas o que fazer com todo esse desejo? O que fazer com toda essa ansiedade que não me deixa dormir mais?

Rumo a loucura, loucura de fazer inveja ao Cavaleiro da Triste Figura...

Ouvi em algum lugar, filme, música ou peça de teatro que a cor da loucura é o roxo... Confere?

13 de mar de 2011

Insônia do inferno

Fico tentando entender o que não me deixa dormir. E por tentar entender acabo não dormindo por causa disso também.

Pensar demais... Esse é o meu mal. Tudo que faço é demais, menos dormir. Penso demais, espero demais, me sujeito demais, sinto demais, preocupo demais, me canso demais, trabalho demais, reclamo demais... e se continuar não paro de escrever...

Mas acho que o que tira meu sono ultimamente é outra coisa. Gostaria que as pessoas fossem mais sinceras. Gostaria que as pessoas alinham-sem seus discursos às suas práticas. Afinal, o que se ganha não enganando os outros? Nem sei se é realmente enganar, mas passar uma áurea que não é sua. Só para se fazer de diferente... "Eu sou assim, eu sou assado... Blá, blá, blá..."

Não sei jogar e consequentemente não sei quando estão jogando comigo. Odeio apenas ter a idéia das coisas que estão acontecendo. Não ter certeza alimenta minha ansiedade. Achar as coisas me cansa, não me deixa dormir.


Tenho discursos prontos na minha cabeça para todas as situações da minha vida. Planejo o que vou falar na hora que deito pra dormir. Na hora H, não falo nem 10% do que pensei. Esses discursos fariam inveja aos maiores filósofos da humanidade. Mas quando retomo a consciência e tento aplicar na vida real, se torna tão mesquinho quanto a maioria dos seres viventes...

Mas é isso ai... Afinal o mundo está pra acabar mesmo... 2011 tá doido para ser 2012...

Boa noite! (ou não!)