27 de nov. de 2011
25 de nov. de 2011
Empurrão
Caí muitas vezes. Mas nunca caí quando estava tão maduro e pronto. A queda foi demorada, o fundo estava longe. Ao contrário de achar que haveria areia movediça, vi que era macio. Mas de carinho, esperança e amigos (que fazem qualquer queda ser menos dolorosa).
Ai você consegue enxergar o todo (tipo a epifania do Hommer no filme d'Os Simpsons). E todo seu universo se converge. Tudo que você achava que era seu mundo se torna insignificante e você volta para as coisas que são significantes. E a mais significante somos nós mesmo. Nos temos que ser o centro do nosso universo e não deixar que ninguém tome esse espaço.
Mas é isso ai. Digo que seguirei minha vida caindo, pq é natural. E às vezes vou achar que não vou dar conta de novo, o que também é natural. Mas acredito que me tirar do centro do meu universo é impossível... Sei que é difícil mais vou tentar.
Sigo não fazendo sentido, mas acreditem: nem ligo para isso...
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Dalton
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22 de nov. de 2011
Tarde demais (Ou cedo demais?)
Era impossível dormir. Já havia tentado de tudo: chás, banho, leite morno e outras coisas. Mas o problema não era só a falta de sono ou o calor. Era colocar a cabeça no travesseiro e os pensamentos viriam. E ele não queria colocar. Tinha medo dos pensamentos que viriam. Já tinha medo de pensar. Não se sentia seguro consigo. Não sentia alento naquela cama, naquele quarto, naquela casa, naquela vida, naquela cabeça...
Ele pensou em como se comportava no passado. Em como se orgulhava em ser um homem de ferro. Em como fazia teorias loucas para a inexistência do amor. Era um idiota. Não que deixasse de ser agora. Mas ele percebeu que eram dois idiotas diferentes. Percebeu que tudo na vida precisa realmente de contrapontos. Precisa ser balanceado. Logo ele, do signo de Libra, não tinha percebido isso.
Nesse momento não conseguia explicar sobre os dois idiotas. Não conseguia definir se um era melhor que o outro. Ou até mesmo se existia um melhor. E isso o preocupava. A razão lhe fez falta todo esse tempo. E agora ele tinha medo dela retornar e não saber balancear as coisas. Ele não queria voltar a ser duro, pois percebeu que com isso só perdeu o seu tempo. A velha luta razão x emoção. Uma batalha dura. E não importa quem vai ganhar: sairemos derrotados de todo jeito.
Mas uma coisa ele percebeu e enxergou todo o erro. Era mais claro que imaginava. Mas seus olhos passionais cobriam tudo. E o pior: o erro não dependia dele para ser sanado.... Qual era o erro? Muito cedo para falar. Ou muito tarde para afirmar.
Tinha que ocupar espaços vagos na sua cabeça... Apenas nela...
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Dalton
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14 de mar. de 2011
Bem que eu gostaria que fosse aquele onde se joga a moedinha e pede alguma coisa, com a possibilidade ou não da sua realização. Mas não, esse podia ser meu apelido.
Desejar é muito fácil. Nos apegamos facilmente ao que desperta nosso desejo (roubado descaradamente do Renato Russo). Mas o que fazer quando temos que desdesejar? Palavra inexistente, acho eu, mas de fácil compreensão. Coisas, pessoas, momentos, entre outros, despertam meu desejo facilmente, mas não sei o que fazer quando esse desejo precisa ser deixado de lado ou quando ele não é correspondido.
Tento! Dia após dia não ser essa pessoa densa (para não falar louca) e me adequar a alguns pensamentos que me deixariam mais tranquilo.
Quero ter paciência, quero ter tranquilidade, quero esperar o tempo das coisas. Mas o que fazer com todo esse desejo? O que fazer com toda essa ansiedade que não me deixa dormir mais?
Rumo a loucura, loucura de fazer inveja ao Cavaleiro da Triste Figura...
Ouvi em algum lugar, filme, música ou peça de teatro que a cor da loucura é o roxo... Confere?
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Dalton
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Marcadores: Falaram por mim, Falo demais
13 de mar. de 2011
Fico tentando entender o que não me deixa dormir. E por tentar entender acabo não dormindo por causa disso também.
Pensar demais... Esse é o meu mal. Tudo que faço é demais, menos dormir. Penso demais, espero demais, me sujeito demais, sinto demais, preocupo demais, me canso demais, trabalho demais, reclamo demais... e se continuar não paro de escrever...
Mas acho que o que tira meu sono ultimamente é outra coisa. Gostaria que as pessoas fossem mais sinceras. Gostaria que as pessoas alinham-sem seus discursos às suas práticas. Afinal, o que se ganha não enganando os outros? Nem sei se é realmente enganar, mas passar uma áurea que não é sua. Só para se fazer de diferente... "Eu sou assim, eu sou assado... Blá, blá, blá..."
Não sei jogar e consequentemente não sei quando estão jogando comigo. Odeio apenas ter a idéia das coisas que estão acontecendo. Não ter certeza alimenta minha ansiedade. Achar as coisas me cansa, não me deixa dormir.
Tenho discursos prontos na minha cabeça para todas as situações da minha vida. Planejo o que vou falar na hora que deito pra dormir. Na hora H, não falo nem 10% do que pensei. Esses discursos fariam inveja aos maiores filósofos da humanidade. Mas quando retomo a consciência e tento aplicar na vida real, se torna tão mesquinho quanto a maioria dos seres viventes...
Mas é isso ai... Afinal o mundo está pra acabar mesmo... 2011 tá doido para ser 2012...
Boa noite! (ou não!)
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Dalton
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