30 de abr. de 2007

Destruição em massa

Esse blog se auto-destruirá em 5 dias.........

21 de mar. de 2007

Uma questão de (in)visibilidade



Vindo para o trabalho hoje observei uma senhora que pede esmola na Igreja São José (Centro de BH). Estava observando as pessoas q passam do lado dela. As pessoas não enxergam ela. Mesmo os que dão um trocado fazem automaticamente. Muitos criticam, falando que ela devia estar trabalhando. Será que é fácil assim? Aprendemos a valorizar mais o aspecto físico do que o mental.
Vendo isso tudo me lembrei de um dia muito incomum. Era um domingo e estava substiuindo um amigo no meu trabalho voluntário. Como sou uma pessoa adepta ao ônibus (tanto por não ter um carro como também por não gostar de dirigir) estava no ponto por volta das 23hs. Sozinho. A rua deserta. Uma senhora parou ao meu lado. Estava toda suja. Fiquei meio com medo, afinal aprendemos a ter medo das pessoas. Ele me contou a história da vida dela.


Os filhos a abandonaram quando ela adquiriu o vírus HIV. Ela me contou dos seus 20 anos na rua. Em nenhum momento da conversa ela me pediu alguma coisa. Nunca senti tanta vergonha em toda a minha vida. Ela queria apenas conversar. Ela também se assustou, pois realmente estava ouvindo o que ela tinha a dizer. No final da conversa ela falou uma coisa que marcou muito em minha vida: "Sinto que não existo, as pessoas passam por mim como se eu fosse um fantasma".
Meu ônibus chegou. Tirei todos preconceitos e coisas do tipo (que nem sempre é culpa nossa tê-los) e dei nela um abraço caloroso.
No ônibus pensei que as vezes não é só de comida que algumas pessoas precisam. Precisam também de atenção, precisam ser vista como um ser-humano, independente do que ela seja. Mas isso é difícil. Não olhamos mais nos olhos das pessoas. "Amamos" o próximo, mas só o que está bem próximo e mesmo assim com muita desconfiança.
Precisamos rever nossos conceitos, precisamos enxergar o que é bom nas pessoas. Caminhamos para a "institucionalização" das pessoas. As pessoas só servem quando podem suprir nossas expectativas e quando a suprem deixamos de lado.


Você é assim?


Pense nisso.....

6 de mar. de 2007

Agora vai

Tá quase pronto o novo layout.....

Pq Homer? O cara é o mais sem noção...... O simpsons são os campeões na arte da falácia. Os caras criticam tudo, até eles mesmos........

A turma parece mais comprometida do que nunca........

Mesmo sem muitos comentários fico feliz de expressar o que penso aqui......... Não queremos fama e nem aparecer, queremos discutir...........

Até o fim de semana começa tudo de novo, mais uma vez..........

20 de fev. de 2007

Turistas

Estava eu curtindo minha segunda de carnaval em casa quando de repente entro no MSN e encontro minha querida amiga Vanelly on-line. Ela me convida para tomar uma cerva no Mercado Central de BH e dar um rolé. Nos encontramos, mas o mercado estava fechado e fomos passear no shopping. Depois de comida japonesa e muito fliperama (quanto tempo não fazia isso!!!!) fomos assistir ao polêmico "Turistas".

Não gosto de criticar sem conhecer. Juro q se não fosse todo o marketing boicotista (nem sei se essa palavra existe) não teria ido ver. Esse tipo de filme encaixa no filão que detesto muito: terrorzinho infanto juvenil norte-americano B. Só não detesto mais do que: comediazinha romântica infanto juvenil norte-americana.

O filme é idiota. Erros de continuidade, exagero, atores "bobildos" e diversas outras babaquices que fazem mais rir do que levar o filme a sério. Mas denegrir, nem tanto.

Mostra um pouco da verdade (digite turistas na busca da folha on-line que você vai ver um monte de matérias recentes sobre assaltos e outros crimes contra turistas). A parte do roubo de órgão é forçada e o vilão é tão caricato que soa ridículo. O vilão Zamora é um médico anti-imperialista que rouba os órgãos de turistas como contrapartida aos anos de sofrimento exploração das nações desenvolvidas e blá, blá, blá......... Ele é um misto de altruísta e psicopata. Mistura estranha.

Algumas personagens são idiotas e estereotipados, mas não menos que algumas novelas da globo. Mostra também várias pessoas legais, como o kiko que começou fodendo os turistas e se arrependeu. A moça que trabalha com o vilão que os alerta. O índio que no final deixa os garotos fugirem.

Os brasileiros falam português mesmo, recheados de "porras" e outros palavrões. As locações são maravilhosas e não falam o lugar onde foi filmado.

Acho que não podemos culpar totalmente os "turistas" por essa visão sobre o Brasil. Mulheres, carnaval e sexo foi como o Brasil começou a ser divilgado pelas agências de viagens. Redes de prostituição envolvendo hotéis de luxo, autoridades, companhias de viagens são formadas em diversos lugares do Brasil, envolvendo muitas vezes menores de idade. Nossa produção cinematográfica (principalmente a antiga pornochanchada) contribuiu para isso, além de outras produções televisivas (principalmente as globais). Veja o nosso carnaval. Se alguém se importasse mesmo, proibiriam o toples e exposição do corpo nos desfiles das escolas de samba (não falo de proibição do governo, mas das próprias escolas de samba).

No fim das contas o filme denigre menos do que algumas novelas ou a programação da TV Senado. Ou o próprio noticiário sobre essa República das Bananas.

Tentamos nos enganar e achar que o Brasil tem alguma importância no cenário internacional. Mas não tem. Os turistas vão continuar nos visitando atrás de sexo e outras coisas menos importantes que nossas paisagens magníficas.

Acho que os Simpsons denegriu mais do que esse filme. Na verdade adoro os episódios onde eles detonam a Austrália, o Japão, os EUA, a China........

Assista sim o filme, pois se você não der dinheiro para esse produção dará para uma outra do mesmo estúdio falando mal de outro país ou outra produção tão babaca quanto essa.

Indico a matéria: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u68544.shtml

15 de fev. de 2007

Maioridade penal e hipocrisia

Hoje li um comentário na Folha de São Paulo muito interessante homônimo ao título, escrito por Contardo Calligaris. Não concordo com tudo que ele diz, mas um parte me chamou a atenção: como podemos enxergar as coisas só na hora que algo ruim acontece?
E acrescento: Como podemos enxergar isso somente na hora que a violência atinge outras classes sociais fora dos bolsões de pobreza?

Acompanho sempre o site do desenhista André Dahmer (criador da famosa, pelo menos pra mim, tirinha eletrônica dos "Malvados) chamado Rio Body Count (http://www.riobodycount.com.br/) que é um projeto que conta o número de mortos e feridos vítimas da violência na cidade maravilhosa. Me assusta chegar ao dia 15/02 com quase 150 mortos.

Mas na verdade, após tanta enrolação, o que quero dizer é que parece que as outras vítimas não tem importância. São mortes tão cruéis quanto a do garoto João Hélio.

Será que a maioridade penal é a solução? Acredito que a casos e casos, que poderiam haver penalidades maiores para crimes hediondos. Temos que pensar também na estrutura da prisão. Um jovem preso, seja quantos anos for, ele é reeducado? Ele passa por processos que mostrem que o que ele fez não é moralmente aceito e ele vai ser excluído quando voltar a acontecer? Então do que adianta ele ficar 3 ou 1000 anos preso se não vai haver mudança no excluído? Será que o fato de diminuir a maioridade penal vai coibir a ação de outros menores?

O discurso da maioridade penal é o mais fácil a ser feito. Porque não podemos discutir o processos de inclusão social e políticas públicas?

Legislar apenas em momentos de emoção extrema é um erro fatal. Temos que nos apoiar na razão e não cobrar uma solução em forma de vingança. Claro que temos presa e que a justiça no Brasil precisa ser mudada, mas não temos que cobrar só a maioridade penal, mas também todo um conjunto de leis que ao invés de transformar a cadeia em uma Universidade do Crime em um lugar onde os presos possam enxergam o que fizeram e tentar realmente modificar seu modo de vida. E também leis relativas a processos penais, entre outras.

Já deixo claro que sinto pela família do garoto, mas também sinto pelas famílias assassinos, sinto pelos outros 144 mortos no Rio até o momento vítimas da violência, sinto por todos outros que pereceram nessa nossa guerra particular (seja pobre, rico; ladrão ou trabalhador), sinto por nós que enfrentamos isso e sinto pela mídia que explora de forma desleal esse assunto tão chocante (principalmente a Revista Veja).

Na maioria das vezes fujo do pensamento comum, acho que deve ser algum problema genético........

Já sabem o que fazer: Desçam a vara (no bom sentido, claro) e também corrijam meus erros de português. O fato de onde trabalho mandar fazer revisão dos textos me deixou desleijado.

1 de fev. de 2007

ORKUT e suas utilidades.


Sim o ORKUT tem utilidades. Você nunca viu? Vai ver é por que se permite apenas a entrar em comunidades fúteis com temas ridículos e faz amigos virtuais demais (quem sou eu para falar).

Como ultimamente ando um pouco anti-social o ORKUT não me serve como rede de relacionamentos, mas sim como ferramenta de trabalho e aprendizado.

Aprendizado, como assim? Perguntariam algumas pessoas.

Sou um auto-didáta em alguns softwares e muitas dúvidas eu tiro em comunidades relacionadas a eles. Muitas dúvidas que eu tive em Photoshop tirei na comunidade relativa, quando não sabia o que fazer direito com Pagemaker as pessoas foram muito solicitas em me ajudar. Sim existem pessoas inteligentes e úteis no ORKUT (soou meio preconceituoso e essa foi a intenção).

Também tenho contato com pessoas que adoram quadrinhos e posso trocar coisas legais e ajudar na tradução e diagramação de algumas edições norte-americanas. Além de achar sobre cd's e filmes q me interessam.

Agora com as novidades de 3 anos o orkut vai ficar bem mais legal. Vamos ter vídeo (já q o orkut é da google, que comprou o youtube e o blooger e mais um monte de coisa) e Claro® mensagens para celular (cobrado, Claro®.... Viva o capitalismo!!!!!). Falei legal, mas foi apenas sarcasmo tá?

Esse post vai em homenagem a todo mundo q deletei do meu antigo perfil e também do MSN e não adicionei de novo. Não fiquem tristes, mas não estou afim de "aumentar o diâmetro do meu círculo social".

Comunidades super importantes para crescimento pessoal e social:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=60406

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1197868

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=220438

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7307254

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4145407

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13586782

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13712500

P.s.: Tenho profunda admiração pelas pessoas que tem coragem de expor suas opiniões fugindo de um senso comum e mais ainda a coragem de defender seus pontos de vista. Essa é mais uma utilidade do orkut (claro, para as pessoas que gostam de trocar idéias através de argumentação). Não concordo com algumas opiniões (e com outras concordo), mas as respeito. Segue ai algumas comunidades com esse perfil:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=238975

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=20803638

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=55305

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=513185

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=430579

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7586934

Gostou? Não gostou? Comenta.........

"Posso não concordar com o que diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo"
Voltaire

22 de jan. de 2007

Cultura


Hoje estava lendo a Folha de São Paulo e me deparei com uma matéria no caderno "FolhaTeen". A metéria intitulada de "Brasil, terra estrangeira", falava dos jovens fugindo dos produtos culturais nacionais.
Me assustou muito as pessoas não aceitarem certas coisas como cultura. Cultura é um termo muito relativo e está ligado as raízes de um determinado povo e suas diversas adptações durante os séculos.
Um grande exemplo é a música africana que no Brasil seguiu o lado dos batuques originando o samba (que depois veio tudo que é relacionado a música brasileira) e nos EUA primou pelo arranjo, fazendo surgir assim o Blues (que depois fez nascer o jazz, e depois se diversificou entre RAP e Rock'n Roll).
Mesmo não gostando de determinadas manifestações culturais não podemos dizer que aquilo não é cultura. Odeio de todas as formas o funk, sertanejo, pagode e outros; mas não posso afirmar nunca que isso não é cultura. Não temos que ufanizar sobre as coisas só porque são nacionais, cada um gosta do que tem vontade, mas não podemos descaracterizar nunca a cultura dooutro por ser diferente da nossa. Podemos enxergar valor em tudo.

Vivemos em um momento que as culturas englobam cada vez mais tendências das culturas dominadoras (norte-americana), culpa claro da globalização. Não tenho medo que nossa cultura desapareça, pois sempre haverá pessoas para repassar esses conceitos (como faço com meu sobrinho, que já vai aprender sobre samba e tudo que for da nossa terra, não por achar obrigação, mas por realmente gostar de algumas coisas).

Outro problema de nãos e assimilar a cultura nacional de raiz é a falta de divulgação e patrocinio. Um dia desses tive acesso a um show de um cara chamado Antônio Nobrega que tem uma música voltada para o Maracatu pernambucano. As músicas têm um arranjo fenomenal e o show é acrescido de danças folclóricas fenomenais. Mas porque as pessoas não conhecem? Porque é mais fácil escolher o que está na MTV ou nos grandes meios de comunicação.

Formamos assim nossa cadeia de cultura, através do que temos acesso e através daquilo que nos é disponibilizado (ainda mais quando temos preguiça de procurar). Só temos que tomar cuidado de não termos opiniões próprias e gostar só porque todo mundo tá gostando.

Na foto grande Cartola, pessoa e artista maravilhoso. Grande sambista, ser iluminado.

11 de jan. de 2007

Blog do eu sozinho.......

Acho que o blog vai ser do eu sozinho mesmo........

Em breve novidades........

30 de dez. de 2006

Democracia



Suspendi minhas férias para postar uma coisa que me deixou muito indignado.
A morte de Saddam Hussein. Isso mesmo, fiquei indignado. Para aonde estamos indo, o mundo está se curvando a (pseudo) democracia norte-americana?
Fico extremamente chateado, primeiro porque não concodo com a pena de morte, segundo pela rapidez em aplicar a pena. Isso mostra como as coisas são feitas, como querem sempre que tenhamos um pensamento comum.
Me lembrou a história de Frankestein, onde se cria o monstro e depois tem que matá-lo. Como a maioria dos ditadores e crápulas mundiais Saddam foi criado, treinado e armado pelos EUA, que agora deram um jeito de fazer tudo desaparecer. Alguns dos maiores homícidas foram criados pelos EUA, entre eles: Slodoban Milosevic, Bin Laden entre outros tiranos que estou com preguiça de pesquisar.
Mas é triste como a democracia é vista de tal forma pelo nosso querido amigo Bush. A grandes fundadores gregos da democracia devem estar se revirando em seus túmulos.
Depois volto falando mais sobre isso.
Ótima forma de terminar o ano.

21 de dez. de 2006

Política, ética e afins

Não votei este ano. Na verdade votei nulo.
Não por que corriam correntes na internet ou por influência de outras pessoas. Votei nulo apenas por não ter um candidato que fosse merecedor do meu voto. Muita gente vai questionar: "você não votou, então não pode reclamar!", eu me pergunto: "porque não?". Não votar também é uma forma de exerce minha democracia, tenho direito igual a qualquer um cidadão que votou ou não. Não vou defender aqui os neoliberais, pois odeio o tipo de política liberal ou neoliberal, mas também não vou defender a nossa pseudo-esquerda que está no poder, pois fiquei decepcionado.
Como definir que alguém vai ser honesto e ético? Somos seres humanos e o poder corrompe algumas pessoas.
O fato não é defender ou ofender, mas tentar entender o porquê da bandalheira política que se encontra (e sempre se encontrou) nosso país. Lembro que a alguns dias recebi um e-mail sobre o filme Turistas e a idéia de boicotá-lo, o que achei uma babaquice. Faço um grande contraponto com nosso momento atual sobre o aumento dos nossos "queridos" deputados. Como defender um país que tem a falta de ética como um dos seus princípios fundamentais?
Crescemos nos aproveitando das pequenas coisas. Começamos a não respeitar o que é dos outros. Depois nos aproveitamos das pequenas situações. Vamos ao supermercado e pegamos a fila de 20 produtos com 21 na mão; mesmo sabemos que estacionamos o carro em lugar proibido pedimos o guarda para aliviar, não devolvemos o livro para a biblioteca (ainda existe gente que faz isso) ou rabiscamos e até mesmo arrancamos a parte que nos interessa; furamos a fila do cinema, do show, do elevador, do ônibus e achamos isso normal. Vivemos a frase: "O mundo é dos espertos." Mas quando um desses espertos aumenta o seu próprio salário nos indignamos, queremos quebrar, queremos matar. Se você tivesse no lugar deles concordaria com o aumento?
Não estou aqui para defender. Acho que devemos nos organizar e brigar contra, mas penso que não funciona se não mudarmos nossa postura, nossos conceitos éticos. Enquanto achar que o meu problema é maior que o problema de outro nada vai mudar. Continuaremos educando nossos filhos sobre essa ótica, sobre o jeitinho brasileiro.
Não sei se é pior ser visto lá fora da forma que somos ou querer esconder isso e não enxergarmos o Brasil da forma que é: violento, desonesto, injusto, entre outros. País bom de viver, mas que seria melhor se os cidadãos enxergassem esses problemas e usa-los como força de mudança.
Defendo que a partir do primário os alunos tivessem aula de ética, substituindo a educação religiosa (que nem sei se ainda é ministrado). Alguns colégios particulares já contam com essa aula, mas acho que o governo não aprovaria porque criaria pessoas com um senso crítico maior e não haveria espaço para pessoas de baixo caráter.

Os comentários são poucos, mas agradeço a galera que lê nosso desabafo e que critica ou concorda e com isso desabafa também. Estarei em um mini recesso do trabalho, mas apesar de querer tirar férias do PC, vou aparecer aqui para escrever mais. Abraço grande a todos.
As dicas de hoje não tem muito a ver com o tema, não deu tempo de pesquisar meus arquivos mentais direito.
Filme:
O senhor das armas
Livro:
O grande Mentecapto - Fernando Sabino
Música:
Tás a ver - Gabriel o Pensador